Frente à tímida recuperação econômica pela qual o Brasil passa, o país é o terceiro maior mercado de produtos e serviços para pet do mundo.

Dados compilados pelo Instituto Pet Brasil estimam que, só em 2017, o segmento foi responsável pela circulação de R$ 25 bilhões na economia brasileira, um crescimento de 7% frente ao ano anterior.

Na prática, isso não significa apenas que ter um animal de estimação é algo comum entre os brasileiros, como, também, que eles não têm receio de investir em produtos e serviços para garantir o bem-estar dos bichos, principalmente cães e gatos.

Entretanto, nem todos se contentam em ter um amigo de quatro patas, dentro do padrão, em casa: há quem sonhe em ter um pet totalmente exótico, que surpreenda a família e os amigos, como repteis e aracnídeos.

Por mais que o sonho seja possível de ser colocado em prática, é preciso estar atendo à permissão ou vedação dos órgãos governamentais a respeito da espécie.

Pensando em ter um animal exótico em casa? Então aprenda mais a respeito de dois animais fora do comum que você pode ter em casa sem maiores problemas: o sagui e os lagartos. Confira:

  1. Sagui

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, existem diversos tipos de saguis – mais especificamente, cerca de 40. Conhecidos entre os biólogos pelo nome Callithrix, eles são caracterizados por serem divertidos, sociáveis e apegados aos seus donos. Tudo isso faz com que ele seja uma excelente opção de animal de estimação.

Apesar disso, a compra de um sagui domestico requer alguns cuidados. Em primeiro lugar, é preciso certificar-se de que o criador é licenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recurso Naturais (IBAMA).

Isso é importante pois o comprador tem a certeza de que o animal que ele leva para casa foi criado conforme os parâmetros estabelecidos pela entidade, que visam preservar a segurança dos donos.

Da mesma maneira, é essencial que o dono esteja munido de um viveiro apropriado para acomodar o animal. Recomenda-se que ele tenha as dimensões mínimas de 1,20 x 0,60 x 0,60 metros. Também é indicado que o sagui macaco tenha alguns brinquedos para se distrair enquanto os donos não estiverem em casa.

É preciso ressaltar que, por mais sociáveis que os saguis sejam, eles são animais selvagens. Logo, tendem a atacar quando se sentem ameaçados, por mais que a intenção não seja machucá-los.

Normalmente, eles mordem, e seus dentes causam fortes dores e ferimentos sérios na vítima. Assim, é essencial ter cuidado ao manipulá-lo, realizando movimentos delicados e pouco bruscos.

A boa notícia é que, se o trato com o animal não é tão simples, sua alimentação é muito fácil de se providenciar. Basta proporcionar os mesmos itens que ele consome na natureza, como:

  • Frutas;

  • Folhas;

  • Néctar de flores;

  • Legumes cozidos sem sal.

Dependendo da disponibilidade, também podem ser oferecidos carnes e até mesmo grilos.

  1. Lagarto

Muitas pessoas sonham em ter um animal de estimação, mas recuam da ideia por não terem muito tempo para cuidar dele.

Felizmente, há pets mais independentes, de baixíssima manutenção, perfeitos para donos atarefados. Este é o caso de muitos animais repteis, inclusive os lagartos – que, além de pequenos, são muito fáceis de cuidar.

Em primeiro lugar, assim como no caso dos saguis, o pet deve ser comprado junto a um criador credenciado pelos órgãos competentes.

Quando ele chegar em casa, deve ser mantido em um terrário apropriado para ele, com pedras, galhos e, até mesmo, pequenas cavernas para que ele descanse. A ideia é reproduzir o habitat no qual ele viveria na natureza.

Quem opta por ter um lagarto em casa deve ter em mente que boa parte de seus alimentos costuma ser comprada em estabelecimentos especializados.

Minhocas, larvas, folhas e legumes estão entre os itens que devem ser incorporados ao seu cardápio. Apesar disso, recomenda-se visitar um veterinário para que ele confira a espécie do pet e indique os melhores alimentos para ele.

Por último, os lagartos também requerem alguns cuidados em seu manuseio. Em primeiro lugar, é preciso estar atento à cauda: trata-se do mecanismo de defesa do animal, que pode chicoteá-la quando se sentir ameaçado.

Do mesmo modo, é essencial que o seu terrário se mantenha limpo, úmido e em uma temperatura mais baixa, já que este pet não lida bem com o ar seco nem com o calor.

Animais exóticos que você pode ter em casa
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